Blog de são joão del rei
MARIA FUMAÇA
Andar na Maria Fumaça Tiradentes – São João del Rei é como viajar no tempo. Hoje esse passeio é uma famosa atração turística dessas cidades históricas mineiras, entretanto ela já foi a principal forma de locomoção entre as cidades.
A inauguração em 1881 e desde então a Maria Fumaça nunca parou de percorrer esses trilhos. Uma das únicas locomotivas em funcionamento no Brasil, o passeio é imperdível para todos: crianças, idosos, casais…
História da ferrovia e Maria Fumaça
A estrada de ferro que liga São João del Rei e Tiradentes era parte da Estrada de Ferro Oeste de Minas. A ferrovia foi construída no final do século XIX para ligar São João del Rei a Sítio, atual Antônio Carlos, fazendo conexão com a Central do Brasil.
Esse trecho não era grande, contava com apenas 4 estações: São João del Rei, Tiradentes, Barroso e Sítio e fui inaugurada em 1881 por Dom Pedro II.
Posteriormente, a estrada foi se prolongando e alcançando outros municípios. Mas, mantendo como sede a cidade de São João del Rei.
Nessa época as locomotivas eram propulsionadas por um motor a vapor. Por isso, eram conhecidas no Brasil como Maria Fumaça. O apelido era devido a densa nuvem de vapor e fuligem que era lançada de sua chaminé.
No século 20 as locomotivas passaram a ter motor a diesel. Atualmente, a Maria Fumaça de São João del Rei é uma das únicas do mundo com bitola (distâncias entre os trilhos) de 0,76 m
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A alvorada ainda se aproximava quando me apressei pela ponte de pedestres sobre o Córrego do Lenheiro e passei pela plataforma envolta em fumaça. Sombras suaves flamejaram pela escuridão, era a nº 22, uma minúscula Baldwin 4-4-0 com 'chaminé-de-chapéu' e longerão externo, puxava uma fila de carros para o trem 'mixto' de Antônio Carlos. Uma das sessenta máquinas a vapor de bitola de 76cm construídas para a Estrada de Ferro Oeste de Minas entre 1880 e 1920, a de nº 22 e dezessete irmãs ainda estão na atividade - Americans, Ten-wheelers e Consolidations, que representam uma das maiores coleções de locomotivas a vapor de pequeno porte de fabricação norte-americana, ainda encontradas em serviço na década de 1980… locomotivas que servem uma via férrea que celebra um século de existência”.
A SEGUNDA FOTO EM AMARELO ERA, NA VERDADE, Cartão postal da década de 1920, onde pode-se perceber a fachada de viés mais voltado a uma arquitetura eclética, contrariando o minimalismo e simplicidade da configuração original.
Como várias das cidades ditas “coloniais” do estado de Minas Gerais, tais como Ouro Preto, Mariana, Diamantina, entre outras, São João del-Rei foi objeto de tombamento de conjunto arquitetônico pelo então fundado Serviço do Patrimônio Histórico Artístico Nacional, o SPHAN, no final da década de 1930. Isso, em maior ou menor grau, influenciou algumas permanências referentes à preservação da paisagem urbana encontrada pelos visitantes. Com o avanço dos conceitos de preservação do patrimônio construído e a ampliação do foco do que deveria ser objeto de políticas de conservação, por influência das políticas britânicas decorrentes do reconhecimento da necessidade de se preservar o legado da industrialização a partir dos casos de demolição da Euston Station e do Coal Exchange, os bens e sítios ferroviários ganharam grande destaque, o que culminou, no Brasil, no reconhecimento de sítios como a Fábrica de Ferro de São João de Ipanema, em Iperó, SP (primeiro sítio industrial tombado nacionalmente – Processo 0.727-T-64), e do Complexo Ferroviário de São João del-Rei (primeiro sítio ferroviário tombado nacionalmente –
Por ser a sede da Companhia Estrada de Ferro Oeste de Minas, São João del-Rei recebeu a principal estação da linha, sendo o maior terminal, acompanhado de um complexo com oficinas, depósito e armazéns. Dentre todas as construções, junto com a estação, destaca-se a bela rotunda, que era parte das oficinas.
O terreno para construção da estação e todas as suas dependências, segundo o relatório dirigido aos acionistas de 1882, foi doação do diretor tesoureiro da estrada, Antônio José Dias Bastos, comerciante de atacado com relações com a praça do Rio de Janeiro, e de um tal Pedro Carlos da Silva
A inauguração da estação terminal de São João, inicialmente programada para julho de 1881, foi adiada para 28 de agosto, devido à agenda de Pedro II, o imperador. Acompanhavam Pedro II na viagem de inauguração os ministros da Marinha e da Agricultura, o segundo, Buarque de Macedo, veio a falecer na cidade, o que afetou as festividades da inauguração. Para quem gosta da linguagem afetada e do puxa-saquismo oitocentista, reproduzo, abaixo, o texto do relatório que informa tal evento:
COMUNICADO FALECIMENTO DO MINISTRO AGRICULTURA
“SS. MM., honrando a memoria do grande ministro e leal servidor, tomaram lucto o encerraram-se, e a população inteira desta cidade passou rápida da alegria á dor, suspendendo-se todas as festas, tanto publicas como particulares. A cidade de S. João d’El-Rei mostrou-se digna do elevado lugar que onsp entre suas irmãs, e a Companhia cumprio seus dolorosos deveres nesta triste contingencia. Resta-nos a todos a convicção que não podiam aqui tributarem-se mais pomposas honras onspícu do que as que o foram ao pranteado cidadão Buarque de Macedo. Em homenagem a tão onspícuo brasileiro tem a Companhia seu retraio em lugar de honra em seu escriptorio.”
Durante os cinco primeiros anos de atividade, a estação de São João se conectava apenas com Tiradentes, Prados, Barroso, Ilhéus e Sítio, onde se conectava com a linha do centro da E. F. Dom Pedro II, sua conexão com o Rio de Janeiro. Além de gado em pé, dali saiam cal, queijos, açúcar, algodão, cereais, couros, fumo, etc, e chegavam sal, trilhos e acessórios, além de passageiros nos dois sentidos.
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A partir de 1887 as conexões aumentaram, já que houve a aquisição da concessão, por parte da Oeste de Minas, que implicava uma ferrovia que ligasse Pitangui a São João del-Rei, dando prosseguimento ao sentido que o nome da ferrovia carregava. Essa conexão, com o oeste de Minas, é um dos principais responsáveis pelo surgimento e crescimento de uma das maiores cidades do estado de Minas, Divinópolis, que viria a se tornar sede da principal oficina ferroviária da Oeste e, consequentemente, da Rede Mineira de Viação no decorrer da primeira metade do século XX.
Na década de 1910, houve uma grande reforma na estação de São João del-Rei, que, além de modificar e ampliar os prédios de alvenaria da estação e do armazém, substituiu a cobertura das plataformas, que antes era de estrutura de madeira com telhas francesas, por uma grande estrutura pré-fabricada de origem belga toda metálica realizada em tesouras, do tipo concebida por Pelonceau[3].
ESTAÇÃO QUASE FOI DEMOLIDA E SUAS ATIVIDADES ENCERRADAS A EXEMPLO DE TODO RESTANTE DA LINHA
Quando da paralização do tráfego e erradicação da linha entre Antônio Carlos e Aureliano Mourão, a intenção da RFFSA era dilapidar e demolir todas as edificações do complexo ferroviário, com exceção da estação, o que foi revertido a partir da intervenção da recém fundada Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) e de manifestações da sociedade civil local. Com isso, não só a estação permaneceu intocada, como a maior parte dos prédios do complexo, tendo a rede demolido algumas edificações que considerava acréscimos destoantes, ferindo, contraditoriamente, a Carta de Veneza, documento do ICOMOS/UNESCO utilizado tanto pelo PRESERVE, responsável pela reforma do pátio e sua configuração como museu, quanto pelo IPHAN, como referência de preservação, conservação e restauração de bens imóveis e sítios históricos.
Desde 1989, a estação ferroviária de São João del-Rei, bem como todo o complexo ferroviário, está registrada nos livros do tombo Histórico e De Belas Artes como parte dos monumentos nacionais.
Esquema do pátio, por Paul Waters. A estação é terminal para ambas as linhas: sentido leste (Antônio Carlos) e oeste (Aureliano Mourão – até a década de 1960 alcançava Ribeirão Vermelho e Lavras, Divinópolis e Barra do Paraopeba).
PORQUE PRESERVAR A HISTÓRIA
“Procura-se (...)enfatizar que a preservação de bens culturais, como começou a ser entendida principalmente a partir de finais do século XVIII, fundamenta-se em razões culturais num sentido lato – pelos aspectos estéticos, históricos, educacionais, memoriais e simbólicos – científicas – pelo conhecimento que essas obras trazem em vários campos do saber, tanto para as humanidades quanto para as ciências naturais – e éticas – que direitos temos de apagar os traços de gerações passadas e privar as gerações futuras da possibilidade de conhecimento de que esses bens são portadores –, voltando-se às variadas formas de expressão do fazer humano.
A partir da década de 1870 discutia-se em São João del-Rei a possibilidade da chegada à cidade de uma via férrea que possibilitasse a ligação entre o município mineiro e a corte.
Em 1877, com a chegada da linha da Estrada de Ferro Dom Pedro II à localidade denominada Sítio, a cem quilômetros de São João del-Rei, abriu-se a possibilidade de praticar a concessão estabelecida pela Lei Provincial nº. 1982 de 11 de novembro de 1873, que concedia privilégio por cinqüenta anos para a construção de uma via férrea em bitola estreita que, “partindo da Estrada de Ferro D. Pedro II, nas vertentes do rio das Mortes, se dirigisse a um ponto navegável do Rio Grande, e daí, pelo lado Oeste, fosse ter às divisas da Província”. No entanto, em 1877 é estabelecido que apenas deveria ser executada a primeira seção da estrada até São João del-Rei pela Lei nº. 2398, de 5 de novembro de 1877.
A bitola adotada para a linha a ser construída foi a de 76 centímetros, o que equivale a 2 pés e 6 polegadas, tendo em vista que a bitola máxima permitida seria a de um metro. Terminada a construção do trecho que ligava Sítio a Barroso, com extensão de 49 quilômetros, o mesmo passou a receber tráfego a partir de 30 de novembro de 1880. Na ocasião já contava a estrada com duas locomotivas do tipo American “Montezuma”.
A expansão
Em 1885 a companhia adquiriu concessão para o prolongamento dando sentido ao nome que recebera. Seguiria rumo ao oeste de Minas Gerais dando seqüência ao seu traço que seguia o vale do Rio das Mortes. A partir de 1886 começaram, então, as obras da construção da linha tronco que, saindo de São João del Rei, alcançaria o município de Oliveira.
Falência e federalização
Com dificuldades financeiras e dívidas acumuladas, foi decretada a liquidação forçada da companhia em abril de 1900, vindo a mesma a ser adquirida em hasta pública pelo governo federal em 13 de junho de 1903, depois de estar sob a guarda do banco alemão. De 1903 a 1931 a Estrada de Ferro Oeste de Minas foi uma das estradas de ferro encampadas pelo governo federal, vindo a ser arrendada ao governo de Minas Gerais
Que São João del Rei é uma cidade rica em cultura e história todos já sabem. A cidade sempre convida turistas de todas as partes do Brasil e do mundo a conhecer suas belezas, nadar em suas cachoeiras e explorar. Entretanto existem algumas curiosidades sobre São João del Rei que pouca gente sabe. Ora misteriosas, ora apenas curiosidades, são fatos que deixam a nossa cidade ainda mais querida.
Conheça 5 curiosidades sobre São João del Rei que vão te deixar ainda mais instigado a caminhar pelas nossas ruas e ouvir as badaladas dos sinos das igrejas.
1. Terra onde os sinos falam
Você deve saber que São João del Rei é conhecida como a terra onde os sinos falam, mas sabe de onde veio título? Aqui os sinos tocados dia e noite pelas igrejas não informam somente as horas. A comunicação das badaladas informa eventos específicos à população, como chamados para missas, enterros e comemorações da cidade desde o século XVIII.
Ainda nos dias atuais, muitos moradores da região reconhecem e diferenciam os tipos de celebrações apenas pelas badaladas dos sinos da cidade. A título de curiosidade, são mais de 40 toques conhecidos dentre 20 categorias diferentes. Essa é uma das curiosidades sobre São João del Rei que mais encantam os turistas.
A linguagem dos sinos se tornou patrimônio nacional, após reconhecimento do Iphan.
2. Cidade Subterrânea
Dizem que existe uma São João del Rei subterrânea. Ela foi construída pelos escravos enquanto eles trabalhavam na construção de outras partes da cidade, no século XVII. O acesso a essa misteriosa cidade de pedra acontece pelas 20 betas espalhadas pelo território são-joanense. São pequenos túneis que ainda não foram abertos para visitação, mas no século XVII serviam ao transporte e exploração do ouro, que foram intensos durante muito tempo na região da Serra do Lenheiro.
3. O copo americano foi criado por um São Joanense
Sem dúvidas você conhece o copo americano. O copo oficial da cerveja, do pingado, da caipirinha ou um simples copo d’água, na verdade, é brasileiro. A curiosidade que poucos sabem é que seu criador, Nadir Figueiredo, nasceu em São João del Rei, em 1891.
O famoso copo, ícone dos botecos, foi desenhado por Nadir na década de 40. Ele teve a ideia depois que voltou de uma viagem aos Estados Unidos, por isso o nome “copo americano”. Lembre-se disso da próxima vez que esbarrar em um desses por aí!
4. São João del Rei já foi capital de Minas Gerais
Você sabia que a terra dos sinos já foi capital? Essa curiosidade sobre São João del Rei não está em muitos livros de história! Em razão da Revolta da Fumaça, ocorrida na então capital Vila Rica (hoje Ouro Preto), a Vila de São João del Rei foi considerada a capital da província mineira. Isso ocorreu por um curto período, de 5 de abril a 22 de maio de 1833.
A este fato deu-se a construção do belíssimo Chafariz da Legalidade, em 1834. O monumento foi construído no Largo do Tamandaré, onde não havia abastecimento de água na época. O chafariz foi demolido em 1895, por determinação da Câmara Municipal, e reconstruído na Praça dos Andradas, onde se encontra até hoje.
5. Cera para dor de dentes do Dr. Lustosa
Essa descoberta foi feita em São João del Rei por Paulo de Almeida Lustosa, em 1922. Após observar as más condições de saúde bucal dos pacientes, Dr. Lustosa buscou incansavelmente uma cura acessível. Foi quando ele chegou a um medicamento pastoso à base de lidocaína que era fabricado artesanalmente.
O medicamento foi um sucesso de nível nacional e ficou muito conhecido por seus anúncios engraçados que eram colados nas farmácias. Mesmo com o sucesso, após mais 90 anos no mercado a cera saiu de circulação, ela teve a comercialização barrada pela Anvisa em 2009.
Ainda hoje é possível reviver a história e apreciar 0 belo solar da família localizado no Largo do Rosário, bem no centro histórico da cidade.
E aí, gostou? Você já sabia de alguma dessas curiosidades sobre São João del Rei?
Essas são apenas cinco curiosidades sobre São João del Rei. Imagine só se uma cidade tricentenária como a nossa não estaria repleta de fatos curiosos?
RUA DAS CASAS TORTAS
O principal papel dos cardeais é aconselhar e auxiliar o Papa na governança da Igreja. Eles são consultados em questões teológicas, pastorais e administrativas, além de serem responsáveis por eleger o novo Papa em um conclave, quando ocorre a vacância do cargo.
Os cardeais também podem ser designados para liderar dioceses importantes, conhecidas como "Sé Cardinalícia", ou serem nomeados para posições-chave na Cúria Romana, que é o órgão administrativo da Igreja Católica. Além disso, eles podem ser chamados a desempenhar funções diplomáticas representando o Vaticano em outros países.
Um dos principais sinais distintivos de um cardeal é a cor vermelha de suas vestes litúrgicas, como a batina e o solidéu. Esse símbolo representa sua disposição de derramar seu próprio sangue em defesa da fé católica.
Outro notória personalidade nascida nessa rua foi o cardeal Dom Lucas Ribeiro Neves, Dominicano, sacerdote, prelado, ex-arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, nasceu em São João del Rei, MG, em 16 de setembro de 1925, e faleceu no Vaticano, em 8 de setembro de 2002.
E Fez o curso primário no Grupo Escolar João dos Santos (1933-36) e o secundário no Ginásio Santo Antônio (1937-38), ambos em São João del Rei, e no Seminário Menor de Mariana. Continuou os estudos em São Paulo
Chamado a Roma por Paulo VI, ali exerceu os cargos de Vice-Presidente do Conselho para os Leigos (1974-79) e de Secretário da Congregação para os Bispos e do Colégio dos Cardeais (1979-87).
No dia 1º de janeiro de 1987 o Papa João Paulo II lhe atribuiu a Igreja titular de Vescovio em lugar do título de Feradi Maior. Foi nomeado, em 9 de julho de 1987, Arcebispo Metropolitano de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil. Recebeu o "Pálio" (insígnia dos arcebispos) das mãos de João Paulo II em 5 de setembro de 1987. A tomada da posse da Arquidiocese foi no dia 27 de setembro do mesmo ano.
Para muitos, nunca um brasileiro esteve tão perto de se tornar papa. Já houve momentos na história recente da Igreja em que um bispo brasileiro foi apontado como mais provável sucessor do papa, como no caso do arcebispo de Salvador dom Lucas Moreira Neves, um dos grandes "papáveis" durante toda a década de 90.
Próximo de João Paulo II, dom Lucas, que foi prefeito da poderosa Congregação dos Bispos, parecia reunir todas as qualidades necessárias para o trono de São Pedro. Suas chances nunca puderam ser testadas, porque ele morreu de complicações de diabetes em 2002, três anos antes do conclave que escolheu Bento XVI.
O principal papel dos cardeais é aconselhar e auxiliar o Papa na governança da Igreja. Eles são consultados em questões teológicas, pastorais e administrativas, além de serem responsáveis por eleger o novo Papa em um conclave, quando ocorre a vacância do cargo.
Os cardeais também podem ser designados para liderar dioceses importantes, conhecidas como "Sé Cardinalícia", ou serem nomeados para posições-chave na Cúria Romana, que é o órgão administrativo da Igreja Católica. Além disso, eles podem ser chamados a desempenhar funções diplomáticas representando o Vaticano em outros países.
Um dos principais sinais distintivos de um cardeal é a cor vermelha de suas vestes litúrgicas, como a batina e o solidéu. Esse símbolo representa sua disposição de derramar seu próprio sangue em defesa da fé católica.
Passear na icônica Maria Fumaça de São João del Rey a Tiradentes é como viajar no tempo, pois ela é uma das poucas locomotivas com motor de propulsão a vapor ainda em funcionamento em nosso país.De fabricação Norte Americana, ela começou a operar desde sua inauguração pelo Imperador Dom Pedro II em 1881.
Esse carinhoso apelido se deve ao fato de sua chaminé expelir densas nuvens de vapor e fumaça por conta da lenha que aquece sua poderosa caldeira a vapor.
Dito isso, registramos aqui uma super dica pra você aproveitar melhor esse passeio imperdível! Fique no quarto ou no quinto vagão; esses vagões são especiais, pois além de não receberem fumaça da locomotiva, quando a Maria Fumaça faz uma curva,ainda é possível ver a bela máquina e, desse modo, fazer fotos incríveis.
Maria Stella Neves Valle nasceu em São João del Rei em 17 de Junho de 1928. Filha do maestro Telêmaco Neves e da professora Margarida Neves.
Luis Moreira Neves (nome de batismo) era filho de Telêmaco Victor Neves e Margarida Alacoque Moreira Neves,
PINTURAS RUPESTRES
A serra do Lenheiro está localizada à noroeste da cidade de São João del-Rei. Caracteriza-se por ser uma formação de quartzito formados a mais 1,6 bilhão de anos. Grandes blocos, chamados de Pontões, compõem o lugar, além dos vários blocos de pedra espalhados por todo o local.
A serra é usada pelo 11º Batalhão de Infantaria de Montanha do Exército Brasileiro em São João del-Rei, para treinar seus soldados nas técnicas verticais de montanhismo.
Parte da serra do Lenheiro foi decretada como Parque Municipal Ecológico
Pinturas rupestres podem ser vistas na serra do Lenheiro. Há estudos que apontam que as pinturas foram feitas por tribos nômades a cerca de 6 a 9 mil anos atrás. Estima-se que estes grupos viviam em cavernas e provavelmente abrigavam-se na Serra para caçar, de onde tinham boa visão de caça e possíveis inimigos como outras tribos. Estas figuras servem de testemunho da passagem de grupos humanos na região em que hoje são encontradas. Servem, ainda, para explicar o complexo cultural dos grupos que as executaram e talvez a época da permanência destes grupos.
BÁRBARA HELIODORA CASADA COM ALVARENGA PEIXOTO
Era casada com o Inconfidente Alvarenga Peixoto. Na realidade, Alvarenga Peixoto e Bárbara Heliodora viveram juntos por algum tempo, e só se casaram, por portaria do Bispo de Mariana, em 22 de dezembro de 1781, quando Maria Ifigênia, filha do casal, já contava três anos de idade. Desta união ainda nasceram mais três filhos: José Eleutério, João Damasceno (que mais tarde seria chamado de João Evangelista) e Tristão Antônio.[3] Em virtude de seu casamento com Alvarenga, e sua instantânea participação no movimento Inconfidente, Bárbara ganhou o título de "Heroína da Inconfidência Mineira".
Para o escritor Aureliano Leite em sua obra "A Vida Heroica de Barbara Heliodora", "ela foi a estrela do norte que soube guiar a vida do marido, foi ela que lhe acalentou o seu sonho da inconfidência do Brasil; ... quando ele, em certo instante, quis fraquejar, foi Bárbara que o fez reaprumar-se na aventura patriótica. Disso e do mais que ela sofreu com alta dignidade, fez com que a posteridade lhe desse o tratamento de Heroína da Inconfidência".[5] Por ser esposa de um dos principais mentores do levante, presume-se que Bárbara também atuara na conjuração. Acredita-se que algumas reuniões tenham se dado na casa de Alvarenga, tão logo se imagina a participação da poetisa. Nos interrogatórios dos Autos da Devassa da Inconfidência Mineira se nota que os réus, em seus depoimentos, visavam resguardar suas esposas ou companheiras nas delações. Por isso não há prova histórica de sua participação no movimento. No entanto, se houve de fato participação de Bárbara no episódio da Inconfidência, torna-se Heliodora a primeira mulher no Brasil a participar de um movimento político.
Alguns anos depois, com a descoberta do movimento Inconfidente, Alvarenga Peixoto foi preso, sentenciado e declarado infame pela Coroa Portuguesa. Seus bens foram confiscados. Foi degredado para Ambaca, em Angola, na África, onde viera a falecer.
As razões da decretação da demência de Bárbara: com o propósito de se livrar da ameaça de sequestro e execução, ela "vendeu", por escritura de 27 de julho de 1809, os bens que ainda lhe restavam ao seu filho José Eleutério de Alvarenga. Ora, tal manobra, ao que parece, prejudicava a Fazenda Real; para que fosse anulada a citada escritura, Heliodora foi declarada demente.
Bárbara viveu seus últimos anos na vila sul-mineira de Campanha da Princesa, na localidade e atual município de São Gonçalo do Sapucaí, onde mantinha propriedades com atuação na mineração e agricultura, comandadas em sociedade com seu compadre João Rodrigues de Macedo.
Alvarenga Peixoto, esposo de Bárbara, era muito amigo do contratador Macedo, tendo a amizade se estendido a Bárbara após degredo e morte do inconfidente.
THOMÉ PORTES DEL REY
Partiu de Taubaté, sendo responsável por uma das primeiras fixações populacionais de europeus ou paulistas na região do Rio das Mortes por volta de 1700, perto de onde se fundou, anos depois, em 1713, São João del-Rei.
Repartida a jazida entre seus companheiros, taubateanos como ele, surgiu um importante acampamento, o arraial de Santo Antônio. Nos anos seguintes, outras minas foram achadas ali por perto e outros acampamentos surgiram, entre os quais o arraial novo de Nossa Senhora do Pilar.
Tomé foi morto em um levante de seus próprios escravos, talvez em 1702. Sua viúva, Juliana de Oliveira, retornou a Taubaté, ali morrendo em 30 de janeiro de 1728. Sua filha Maria Antunes Cardoso casou-se com Antônio Garcia da Cunha, paulista, filho de Garcia Rodrigues Muniz e de Catarina de Onhate. Este seu genro descobriu também ouro na região do Rio das Mortes, onde permaneceu de 1702 a 1704, fixando-se às margens do Rio das Mortes, no Porto Real da Passagem, pois com a morte do sogro o direito de cobrança passara ao genro.
SACRISTIA
A sacristia é um espaço funcional dentro de uma igreja ou outro edifício religioso, geralmente adjacente ao altar ou à área do coro, onde são realizados preparativos e cerimônias litúrgicas. Ela desempenha várias funções importantes no contexto religioso e litúrgico. Aqui estão algumas das principais funções e propósitos da sacristia:
Armazenamento litúrgico: A sacristia é onde são guardados os paramentos sagrados, como vestes litúrgicas, paramentos sacerdotais, casulas, estolas e outros objetos utilizados nas celebrações religiosas.
Preparação das cerimônias: Antes das missas e outros serviços religiosos, os sacerdotes, diáconos e ministros se preparam na sacristia, vestindo as vestes apropriadas e fazendo os últimos ajustes antes de entrar na igreja.
Guarda de objetos sacros: Objetos sagrados, como cálices, patenas, crucifixos e velas, muitas vezes são guardados na sacristia para proteção e cuidado adequado.
Preparação dos elementos litúrgicos: Na sacristia, os elementos litúrgicos como pão e vinho são preparados para a Eucaristia. Também é o local onde os paramentos e objetos litúrgicos são limpos, mantidos e cuidados.
Preparação dos ritos: Além das celebrações de missas, a sacristia é usada para preparar os ritos sacramentais, como batismos, casamentos e funerais.
Local de oração e reflexão: Às vezes, a sacristia também serve como um espaço onde os clérigos podem se reunir para orar, refletir e se preparar espiritualmente antes de entrar no espaço litúrgico.
Armazenamento de documentos: Documentos eclesiásticos, registros de batismos, casamentos e outras informações importantes muitas vezes são mantidos na sacristia.
A sacristia é, portanto, um espaço funcional vital nas igrejas, desempenhando um papel crucial na preparação e realização das cerimônias religiosas e na manutenção dos objetos e vestimentas sagrados.
INTENDENCIA
As intendências eram responsáveis por várias funções administrativas e governamentais, incluindo:
Administração Municipal: Os intendentes desempenhavam um papel importante na administração das cidades, ajudando a coordenar questões urbanas, infraestrutura, abastecimento de alimentos, fornecimento de água e outros serviços básicos.
Justiça Local: Muitas vezes, os intendentes também exerciam funções judiciais, atuando como juízes em questões civis e criminais de menor importância.
Cobrança de Impostos: Eles também estavam encarregados de coletar impostos locais e administrar as finanças municipais.
Ordem Pública: Os intendentes tinham a responsabilidade de manter a ordem pública em suas áreas de atuação, coordenando forças de segurança e aplicando as leis.
Supervisão de Obras e Construções: Eles supervisionavam projetos de construção e melhorias urbanas, garantindo que as regras de construção fossem seguidas.
Abastecimento e Comércio: Em algumas cidades, os intendentes também estavam envolvidos no controle do abastecimento de alimentos e produtos básicos, bem como na supervisão do comércio local.
Os poderes e funções dos intendentes variavam de acordo com a localidade e o contexto específico. Durante o período colonial, o sistema de intendências desempenhou um papel crucial na administração local e na aplicação das políticas coloniais estabelecidas pelas autoridades metropolitanas, como Portugal.
OU SEJA, AS INTENDENCIAS ERAM UMA ESPÉCIE DE PREFEITURA ATUAL, TODAVIA, ACUMULAVA AS FUNÇÕES JUDICIAIS E FAZENDÁRIAS.
RUA DA CACHAÇA, OU ANTIGA RUA DA ZONA
Rua que remonta ao período colonial onde havia uma concentração nessa rua de três tipos de estabelecimentos: bares,restaurantes e tavernas que vendiam cachaça e casas de prostituição. Esses tipos de estabelecimentos eram próprios da Rua chamada Direita, todavia, fugindo ao padrão, em um dos entroncamentos desta rua, desenvolveu-se esses estabelecimentos. Mesmo não sendo rua direita, está na extensão da mesma.
A Rua da Cachaça, ou da Cachaça, como antigamente se escrevia, foi, com certeza, de início, um pequeno segmento do caminho ou estrada real do sertão, por onde transitavam os viajantes que iam e vinham entre São Paulo e as Minas Gerais.
Quando, em 1705, se fundava o Arraial Novo do Rio das Mortes, que seria, em 1713, a Vila de São João del-Rei, já aquele trecho, desde o Carmo até a Prainha, se transformava numa de suas primeiras ruas que, logo se chamaria Rua da Caxaça. Nela, em modesta escola, segundo uma antiga tradição relatada por Augusto Viegas, Tiradentes teria aprendido a ler e escrever, lá pelos idos de 1750. Não dá para comprovar se essa tradição tem alguma coisa de historicamente válida, mas, que Joaquim José deixou impressas nessa rua as suas passadas não há como negar porque o testemunham os Autos das Devassa. De fato, aí se lê que, em dezembro de 1788, Tiradentes, visitando pela última vez sua terra natal, esteve na Rua do Carmo com Antônio da Fonseca Pestana, acenando-lhe com seus projetos de libertação. E, na certa, visitou também a Zona, se não para uma relação amorosa, como era de seu feitio, ao menos para se encontrar com o taverneiro Manoel Moreira, que prestaria depoimento em 14 de setembro de 1789, dizendo-se morador na Rua da Cachaça
ENGENHARIA POR TRÁS CONSTRUÇÃO DAS IGREJAS
Aqui está como os mestres pedreiros construíam essas igrejas com paredes de blocos de pedra:
Extração das pedras: O primeiro passo era extrair as pedras das pedreiras locais. Essas pedras seriam cortadas e preparadas de acordo com o tamanho e a forma necessários para a construção.
Fundação: A construção começava com a preparação da fundação. As pedras maiores e mais pesadas eram colocadas no solo como base sólida para a igreja. Isso era essencial para garantir a estabilidade da estrutura.
Argamassa: Uma mistura de argamassa era preparada usando cal, areia e água. Essa argamassa funcionaria como um agente de ligação entre os blocos de pedra.
Assentamento dos blocos: Os blocos de pedra eram cuidadosamente assentados um a um na argamassa. Os mestres pedreiros tinham grande habilidade em escolher pedras que se encaixassem bem e fossem niveladas.
Juntas: Entre os blocos de pedra, era deixado um espaço chamado de junta. Essas juntas eram preenchidas com argamassa, que não apenas fixava os blocos no lugar, mas também ajudava a absorver as tensões estruturais.
Cantarias: As partes mais ornamentadas e detalhadas da igreja, como portais, janelas e ornamentos esculpidos, muitas vezes eram feitas com blocos de pedra especialmente esculpidos, chamados de cantarias. Esses elementos eram colocados de forma estratégica para criar detalhes arquitetônicos.
Elevação das paredes: As paredes eram gradualmente elevadas, camada por camada, conforme os mestres pedreiros construíam as diferentes partes da igreja, como nave, capelas laterais, torres etc.
Acabamento: Uma vez que as paredes estavam concluídas, os mestres pedreiros faziam o acabamento das superfícies, alisando a argamassa e garantindo uma aparência uniforme.
A construção das igrejas de pedra em Minas Gerais era um processo complexo e trabalhoso, que requeria habilidades técnicas consideráveis. Os mestres pedreiros eram artesãos experientes que dominavam as técnicas de construção com pedra, permitindo-lhes criar estruturas impressionantes que resistiram ao teste do tempo. A utilização de pedras de diferentes tamanhos, formas e cores também contribuiu para a riqueza estética dessas igrejas.
ÓLEO DE BALEIA
Durante o período colonial, o óleo de baleia era frequentemente usado como componente da argamassa usada na construção de igrejas e edifícios em várias partes do mundo, incluindo o Brasil e, portanto, em Minas Gerais. Esse óleo era um aditivo que conferia certas propriedades benéficas à argamassa, como maior trabalhabilidade, aderência, BEM COMO IMPERMEAVA OBRAS COMO PONTES SOBRE CURSOS D’AGUA e durabilidade.
O óleo de baleia era adicionado à argamassa como um agente plastificante, o que a tornava mais maleável e fácil de trabalhar. Isso era especialmente útil em construções que envolviam detalhes arquitetônicos complexos, como ornamentos esculpidos em pedra, que eram comuns nas igrejas barrocas. Além disso, o óleo de baleia ajudava a aumentar a aderência entre os blocos de pedra, proporcionando uma estrutura mais sólida e resistente.
SÃO LUIZ
São Luís IX foi o nono rei da França e reinou de 1226 até sua morte em 1270. Ele é frequentemente considerado um dos reis mais notáveis da história francesa. Entre suas realizações notáveis estão:
Justiça e governo sábio: Luís IX é lembrado por suas reformas judiciais que buscaram promover a justiça e a equidade. Ele se esforçou para fornecer acesso à justiça a todos, independentemente de sua posição social.
Promoção da moralidade: Como rei devoto, São Luís incentivou a moralidade e a ética cristãs, proibindo jogos de azar, blasfêmia e prostituição, e promovendo o respeito aos valores religiosos.
Construção de igrejas e instituições religiosas: Luís IX financiou a construção de várias igrejas e instituições religiosas na França, incluindo a Sainte-Chapelle em Paris, que é famosa por sua arquitetura gótica e vitrais espetaculares.
Participação em cruzadas: São Luís também é conhecido por suas participações em duas cruzadas. Ele liderou a Sétima Cruzada (1248-1254) e a Oitava Cruzada (1270), mas morreu de disenteria durante esta última expedição.
Preocupação com os pobres: São Luís demonstrou grande preocupação pelos pobres e necessitados, distribuindo esmolas e oferecendo assistência aos desfavorecidos.
Canonização: Luís IX foi canonizado como santo pela Igreja Católica em 1297, sendo o único rei da França a receber tal honra.
Portanto, São Luís IX é um importante figura histórica e religiosa na França, conhecido por seu compromisso com a justiça, a moralidade e a fé cristã, bem como por suas realizações em prol da sociedade e da religião.
